segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Senso Religioso

Hoje falarei sobre algo que tem me feito pensar e refletir muitas vezes. Algo que todos temos em maior ou menor grau, mas que vive nos atrapalhando em sermos discípulos de Jesus e nos torna escravos da religião. Ora, pode um escravo, sendo comprado por seu dono(Jesus), ser escravo de outra coisa? Certamente que não. Nenhum servo possui dois senhores legítimos. Mas vejo que o ser humano, após a natureza decaída, tem desenvolvido um alto "senso religioso".
A  palavra senso significa: "Análise, discernimento ou critério". Então, caro leitor(a), você deduz que é uma análise ou critério de se ver a religião ou, mais exatamente, pela religião. Digo que a verdadeira religião (não encaixotada pelo conceito humano e que tem o sentido de ligar o homem à Deus, através de Jesus), a genuína religião, não se vincula a esse senso, mas a religião dos homens sim.  "Então ta", você diz. "Mas como funciona esse senso aí que você fala ???"
  Digo que ele está ligado ao fato de que nós, seres humanos decaídos, tentamos nos achegar a Deus por nosso próprio esforço e má compreensão das escrituras. Porque temos a tendência de nos engrandecermos e dizermos em pleno cume do orgulho: "Não sou tão ruim assim e não preciso de tanta ajuda, afinal tem pessoas piores do que eu". As manifestações do senso religioso estão presentes em rituais repetitivos e sem racionalidade e emoção. A religião escraviza as pessoas e impõem as mudanças de fora para dentro através de ordens complicadas de "não pode, não beba, não manuseie", veja: "Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras:
“Não manuseie!”, “Não prove!”, “Não toque!”? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne." (Colossenses 2: 20 à 23 - Nvi) O senso religioso promove desequilíbrio na caminhada cristã, pois ao tentarmos fazer as coisas do alto pelo nosso esforço sempre ficamos maniqueístas e desequilibrados. Tentamos, na melhor das intenções, zelar pela santidade na igreja e somos rígidos com o pecador; ou se tentamos amar as pessoas, somos coniventes com seus erros, mas não o ajudamos (pecador) exortando esse e nem odiando o pecado.
   Já vi igrejas que estipulavam regras de vestuário pesadas e que ao lidarem com um "pecador", serem inflexíveis, sem amor e condenativos, expulsando-os da igreja. Porém, a verdadeira compaixão nos move a exortarmos em amor as pessoas e constranger elas com a essência de Cristo. Só o poder do alto pode trazer equilíbrio e vida abundante na caminhada com Deus. O  verdadeiro Cristianismo é o contrário da religião, pois Jesus veio trazer vida através da graça e da fé(que atua pelo amor GL 5:6) .  Nossa vida com Deus é uma mudança gradativa e constante, mas que é verdadeira e transforma de dentro para fora; de uma vez por todas. Jesus nunca foi religioso, pois ao invés de julgar ou condenar, amava, exortava em amor, amava mais e com isso... constrangia o pecador!(Veja Lucas 19:1 ao 8) Zaqueu era publicano e cobrava muito mais do que o justo valor dos impostos. Era odiado por todos, sem caráter e boa reputação. Um político dos dias de hoje.  Mas ao vê-lo, Jesus não dá lições de moral e nem o condena, mas come em sua casa. Apenas essa atitude fez Zaqueu, "por si próprio", se arrepender!!! Eu quero aprender com Jesus e estender a mão ao pecador e ajudá-lo, ao invés de condená-lo. Jesus batia de frente com os religiosos por colocarem fardos pesados nas pessoas e serem hipócritas, não praticando o que exigiam dos outros.(leia Mateus 23).  O senso religioso só é silenciado quando compreendemos o quanto somos pobres em espírito, pecadores e fracos sem Jesus. (Mt 5:3, Rm 3:23 e João 15:5) Assim dependemos da graça e andamos ligados em Jesus. ( João 15:4 e 2Cor 12:9)
Não seguimos uma série de regras; seguimos uma pessoa: Jesus -


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