Aprender a pensar é essencial; aprender a desaprender para aprender coisas novas... é imprescindível. Em reconstrução permanente!
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Como (Não) Julgar os Outros?
“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão."
(Mateus 7: 1 ao 6 Nvi).
Ao dizer estar palavras, Jesus estava falando no monte das Bem Aventuranças, onde discursou seu sermão. Ao dizer isto, ele estava falando para uma sociedade judaica superficial e hipócrita. Os prestigiados eram os mestres da lei que tinham status e autoridade por saberem toda a Lei de Moisés e os Profetas. Eles eram os grandes juízes daquela sociedade que, sob o pressuposto de ensinarem a lei, achavam-se divinos para julgar a massa. Eles tinham suas tradições que eram uma forma de aplicar detalhadamente, no cotidiano, toda a lei. Muitos ensinamentos eram puramente tradições. Mas temos que saber em primeiro lugar: A que tipo de julgamento Jesus estava se referindo? O julgamento baseado pela distorção do pecado; em falsos pressupostos, e baseado em estereótipos e na aparência. Julgamentos sem critérios verdadeiros e sem misericórdia. Jesus mostra isto em João 7:24, quando fala para os judeus fazerem julgamentos justos. É sobre este julgamento, contaminado pela natureza pecaminosa, de que Jesus está se referindo. E ele nos ensina a julgar de forma verdadeira, dizendo: tire primeiro a viga do teu olho e então você verá claramente para tirar o cisco no olho do teu irmão. A viga era a parte menor da cruz, que era pesada por sinal, onde os condenados eram crucificados. Isso significa que antes de querermos ajudar alguém, mesmo que numa ótima intenção, temos que olhar para nossas mazelas internas e nossa estupidez. Quando enxergarmos e fizermos uma análise sincera do quanto somos falhos... vamos olhar para o nosso próximo com mais misericórdia e julgá-lo como gostaríamos de sermos julgados. Muitas vezes somos amenos com nossas falhas e bruscos e rígidos com os outros. E quando fazemos isto estamos nos julgando. Pois quando julgamos errado o próximo, nós estamos julgando a nós mesmos porque temos defeitos semelhantes ou até iguais em muitas áreas. E assim nos medimos com a mesma medida e nos julgamos com o mesmo critério. Pois ao falarmos dos outros, falamos de nós mesmos. E fazemos isso justamente para negarmos nossos erros e projetamos eles nos outros. Em uma tentativa de rebaixá-los para nos sentirmos melhores e negarmos a conduta que muitas vezes praticamos. Resumindo, como julgar os outros? Como gostaríamos de sermos julgados: com amor e misericórdia. E isto não significa encobrir erros ou sermos coniventes, mas a ajudarmos o indivíduo o amando como ele é, e o ajudando caso ele queira nossa ajuda ou conselho. O maior julgamento é a luz que trazemos pelo nosso amor incondicional ao outro.
#Prosador
Imagem em:
<http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/em-29-julgamento-tiago-henrique-tem-pena-reduzida-pela-primeira-vez>
Acesso: Fev, 2018.
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