Não sei de nada; eu nunca soube de nada! Eu não sei de nada a não ser o fato de que não saberei de nada que seja ligado à Verdade. Pera... também não sei sobre isso; que significa que um dia poderei saber que nada sei. Mas... será mesmo? Ah, não sei!
Sempre fiz aprendizes em confusão; especialistas da dúvida e odiantes da razão absoluta. Sempre preguei contra a Emunah: de boca e de atitudes. De forma bem natural, afinal não a conheço e nem a reconheço.
Sempre sou aluno de todos os professores; mesmo os que são antíteses entre si mesmos. Todos me ensinam algo, enquanto lhes ensino a ensinarem-me, pois sempre aprenderei que de nada sei e saberei.
Mas muitos me olham e dizem que sei muitas coisas; que sou inteligente. Então eu gargalho! Os que me dizem isto são meus professores também. E me questionam com bufadas irritadas do por quê eu dei gargalhadas. Então respondo:
"Cada vez que eu sei... mais eu não sei. Cada vez que tenho respostas, triplicam-se perguntas que geram filhas que se multiplicam por cem e desdobram-se em setenta ao quadrado...
Entro e saio de muitas portas do edifício epistêmico da chamada ciência, e por isso sempre me perco nas rotas, dizendo que nada sei. Só sei que nada soube e que nada sei, pois conversei com Sócrates em um vai e vém destas portas de algum corredor do segundo andar... do Edifício Epistêmico, da rua da Escuridão."
Entro e saio de muitas portas do edifício epistêmico da chamada ciência, e por isso sempre me perco nas rotas, dizendo que nada sei. Só sei que nada soube e que nada sei, pois conversei com Sócrates em um vai e vém destas portas de algum corredor do segundo andar... do Edifício Epistêmico, da rua da Escuridão."
Então elas se convertem à minha religião: Da Oposição à Verdade (Emunah) Absoluta; e entram na denominação da Eterna Arte da Dúvida. E agradecem: "Maldito; me apresentou o não caminho das pedras!" E eu, sorrindo sarcásticamente, digo: "De nada".
#Prosador
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