quarta-feira, 10 de abril de 2024

Aceitando a dualidade

 

A ânsia em maximizar a alegria e evitar a tristeza é a verdadeira desgraça do ocidente. "Não crie expectativas, não se apegue tanto, não fique triste..." são frases comuns e que possuem o objetivo de separar a alegria da tristeza. Isso é absurdo! 


A beleza de aceitar as emoções e todos os polos da dualidade é ser inteiro. "Para ser grande, sê inteiro" disse o poeta Fernando Pessoa.  E ser inteiro significa aceitar cada parte de nós: as partes sombrias e as solares; os sentimentos bons e ruins, o bem e o mal que anda à nossa espreita. 


Covardia maior seria fugir do que nos incomoda e aceitar somente as alegrias. As alegrias não são alegrias sem o parâmetro das tristezas para nos ajudar a avaliar o que é bom. O bom, além de subjetivo, é inexistente sem o ruim. Só existe conhecimento se houver a comparação entre as partes que formam o todo.


É razoável abraçar a tristeza, assim como a alegria porque a dor é tão próxima do prazer... como cantou Freddie Mercury. 


-Gabriel Meiller 




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