Aprender a pensar é essencial; aprender a desaprender para aprender coisas novas... é imprescindível. Em reconstrução permanente!
sábado, 14 de outubro de 2017
Fé e razão; até que ponto?
Caro leitor(a), estive refletindo agora pouco, no meio das minhas corriqueiras crises existenciais, e tenho analisado o mundo de hoje. Caso não saibam, faço História; tenho estudado sobre o Humanismo e suas contribuições para a contemporâneidade de hoje. O Humanismo, a grosso modo, surge com o Renascimento (séculos XIV ao XVIII), onde as culturas greco-romanas foram resgatadas pelo povo da Idade Média, os Burgueses mais especificamente. A questão é que o Humanismo foi uma reação à mentalidade que imperava sobre a "Idade das Trevas" em que reinava o Teocentrismo ("Deus" no centro de tudo; mas na verdade Deus não era o centro na prática, era somente a corrupção da igreja católica e seu proselitismo religioso e ditadura eclesiástica). Assim sendo, com a vinda do humanismo, a alienação do homem não era mais a religião que oprimia, mas agora as ciências e o conhecimento, ainda mais com a difusão do Iluminismo, pela Revolução Francesa. A ciência foi a luz que tirou as vítimas da igreja católica do monopólio epistemológico (do conhecimento) e foi de fato algo bom. Porém, hoje, vejo que como tudo em excesso faz mau, nossa tendência como homens do século XXI é pautar tudo na ciência, ou pseudociência, pois na verdade a ciência é manipulável pois é produzida pelo homem; e o homem é partidário e tendencioso em tudo o que faz. Criacionistas usam a ciência com o mesmo objetivo que os ateus usam, ela virou a linguagem universal. Hoje li um assunto num blog em que um certo bispo usou da "ciência" para dizer que a homossexualidade é genética e o indivíduo nasce assim; com isso ele ainda disse que temos que rever o que pregamos no púlpito por causa dessa descoberta. Então rasgarei trechos da minha Bíblia para depois seguir sua orientação? Nada disso. Esse é um bom exemplo de que o deus do homem pós-moderno é a ciência e que subjuga todas as coisas, ao invés de Cristo subjugar elas. Acontece que os autores que o bispo citou eram controvertidos e foram alertados por outros acadêmicos de terem falhado em suas pesquisas sobre esse "gêne gay" e outros nomes complicados lá. Não estou aqui sendo a favor do preconceito, pois não tenho nada contra homoafetivos e tenho amigos que são assim, apenas discordo desse pretexto de usar a "ciência" pra invalidar a Bíblia, pois afinal tenho convicção de que verdadeira ciência sempre irá testificar a revelação de Deus. Lembrei de algo que Deus disse em Isaías e creio que ainda hoje nos grita: "A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre eles; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Isaías, 40:7 e 8 -Nvi).
A grande questão é que a ciência sempre oscila até consolidar suas descobertas e visto que é uma produção humana... sempre será infinitamente pálida perto da revelação de Deus, que permanece para sempre. O grande desafio meu e de muitos outros que amam a ciência é não deixar que ela seja nossa mediadora entre Jesus e nós. Afinal, a vida pela fé transcende e muito a razão humana que é falível e mutável.
#Prosador
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Imagem disponível em:
<http://livroterrapapagalli.blogspot.com.br/2016/08/relacao-do-humanismo-na-obra-literaria.html?m=1>
Acesso: Outubro, 2017.
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