"Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará..."
O mestre proferiu estas palavras cobertas de sentido, proféticas sobre a humanidade e a respeito da chaga do cristianismo. Aquele nascido nos cafundós da judéia nunca esteve tão certo. "Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá..." isto é: aqueles que querem a salvação da alma e entregam suas almas aos seguidores do Nazareno. Aqueles que não se enxergam como salvos, suficientes e admoestados pela pedagogia da vida... são entregues ao diabo sacro: ao próprio Nazareno, o profeta cristão.
Entregues ao Nazareno e aos fundadores de sua religião, estes são torturados e enfraquecidos, tornados decadentes, membros do rebanho e da castração bíblica. Estes, que entraram ao clube do Nazareno com a intenção de salvar suas vidas, perdem-nas de forma sistemática e progressiva.
"Mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará..." e assim, a alma desalmada
é enfraquecida. A alma que rasteja no deserto da autoprivação e da padronização cristã que estupra sua personalidade, sua apreciação da vida e uso da vontade... esta alma é invadida pela consciência da vida. Percebe seu erro de entregar a alma a Jesus e ser refém de uma metafísica enganadora, carrasca e que torna o fiel cada vez mais dependente. É neste momento: quando o combate útilmo é travado contra o cerne da religião cristã, ou seja, contra o Nazareno; é neste momento que a alma entende que perdeu sua vida por causa de Jesus, mas principalmente por seu desamor à vida, à emancipação e capacidade dela de gerí-la e montar seus próprios valores; é por essa percepção e combate aos ídolos mais ferozes que ela encontra a verdadeira vida, a vida em abundância; a vida emancipada do Nazareno e o triunfo sobre ele e o sistema podre que erigiram em seu nome. Desta forma: "...quem perder a vida por minha causa, a encontrará", pois nunca mais à deixará sobre o encargo de ídolos ou deuses, principalmente o pseudodeus cristão dos cafundós da Judeia.
-Gabriel Meiller
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