quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Quem vocês dizem que Eu Sou?"



"Um Jesus das massas que trata a todos de forma manufaturada? Ou um Jesus que fala a cada um de forma personalizada e única?"
-Jesus Cristo

Não viva à sombra dos porta-vozes institucionais de Deus e nem pelo que o senso comum acha dele; vá direto na fonte e tenha o seu ver de quem é o tal Jesus, falando com o mesmo. Sem monopólios revelacionais e nem gurus; mas somente o "tête à tête" com o Divino

#Prosador

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Imagem retirada em:
<https://jlandrioli.blogspot.com.br/2012/08/jesus-em-um-culto-de-uma-igreja.html?m=1>
Acesso: Outubro, 2017.

A Peregrinação Existencial


 
Viver por fé é algo paradoxal de certo modo; quanto mais alguns tem certeza, mais vivem guiados restritivamente por suas razões. Mas há aqueles que vivem cheios de dúvidas e por isso entregam o volante de suas vidas. A dúvida é o caminho das pedras para a fé, pois ela permite o questionamento do ego no controle e a constatação de que somos imperfeitos para direcionar plenamente nossas vidas a belprazer. A dúvida não é motivo de desistência no relacionamento com o divino, mas um motivo para aprofundar a confiança; confiança de que na ausência de certezas, temos a certeza de que o Criador está no controle. A dúvida é para os fortes, não para fracos; os fracos se fingem de fortes se apoiando no castelo de suas razões imutáveis. Os fortes, se assumem como fracos e aceitam o fato de que nada sabem, se comparado ao todo do universo. Quem vive cheio de certezas imutáveis, vive na superficialidade do medo da verdade; somente as dúvidas proporcionam o caos necessário para que a verdade seja construída em nossa percepção. Perguntas são um meio para continuar a  nossa peregrinação existencial, mas as  respostas prontas são um fim em si mesmo que barram a peregrinação e acomodam o ser humano. Por isso, a humildade é o grito de quem sabe que hoje pensa de tal modo, mas amanhã pode mudar sua visão, pois se vê como uma formiga, explorando um estádio de futebol.
#Prosador

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A Maquete Imperfeita

 



 A religião dos homens é uma maquete imperfeita e deturpada da pessoa de Deus. Ela forma pessoas tão convictas de sua suposta fé, mas tão desumanas no trato com os outros. Darei exemplos para concretizar estes fatos. Que tal os próprios discípulos de Jesus Cristo, Tiago e João, almejando atacar fogo no povoado que rejeitou Jesus? Mas ele disse: "Não sabem de que espírito são?" Ou que tal o tribunal da "Santa Inquisição" da Igreja Católica? Não atacavam somente fogo, mas faziam toda espécie de tortura bárbara contra os "hereges". Que tal As Cruzadas? Uma guerra para conquistar um cidade santa, defendendo a "fé" contra os pagãos árabes? Que tal sermos sinceros e dizer que queriam mais territórios para cobrar dízimos e aumentar sua influência? Religião, máquina de fazer vilão! Mas não paro por aqui; que tal a inquisição protestante, matando milhares em nome da "verdadeira fé"? Já vimos esse discurso antes. Ou que tal a própria divisão entre os protestantes e guerras entre eles? Hoje existem várias denominações. Mas vamos falar do evangelicalismo hoje. Que tal a catequização dos líderes e pastores de hoje? Dizendo-se "autoridades espirituais" e "ungidos do Senhor"? Alguns até dão ordens pra anjos... pode isso, Arnaldo? Que tal o conceito do dízimo pro deus deles? Seus bolsos! Objetos sagrados e consagrados no monte? Aprenderam bem com as simonias da igreja católica. Pegaram uma passagem histórica sobre o diálogo de Deus com o povo de Israel, a respeito do dízimo, e jogam Malaquias 3 na cara dos membros, alguns dizem que se não derem... estão debaixo de maldição? Chantagem emocional, covardia e mentira descarada. São pastores de si mesmos. No Novo Testamento está: "cada um dê conforme propôs em seu coração, NÃO com PESAR ou por OBRIGAÇÃO, pois Deus ama quem dá com ALEGRIA", ou seja: algo espontâneo.  Sem contar nas regrinhas e bases bíblicas fora de contexto para manipular e controlar os membros. Desta forma, este "Deus" carrasco, manipulador, ditador e egoísta, a que os não cristãos rejeitam... não é Deus; é uma maquete pervertida criada por estes canalhas e pastores de si mesmos. Assim, o problema da religião, é ela mesma. Os não cristãos associam Deus e Cristo com o que vêem e assim, negam uma mentira construída pela religião; mas ao verem Jesus pelo prisma verdadeiro... se surpreenderão com a contradição dele comparado ao Ídolo Cristão, fabricado por mentes humanas arrogantes e aproveitadoras.
#Prosador

Imagem retirada em:
<http://iadrn.blogspot.com.br/2011/07/o-bezerro-de-ouro-genesis-322-5.html?m=1>
Acesso: Dez, 2017.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Tenha um Feliz Natal!



      Natal; esta palavra nos remete a muitas lembranças. Mesa cheia, vinhos e sucos, perus, refrigerantes e... pessoas. Há os críticos ferrenhos que não gostam da data; afinal, não é a data oficial do nascimento do Cristo. Ou talvez porque enxergam a indústria capitalista se aproveitando da data para faturar em cima do estado de espírito dos bons corações. Mas o que isso importa? Todos sabemos disso. Mas não deixamos de olhar no olho dos nossos parentes e amigos e nem de comemorar a lembrança do nascimento de Jesus no dia de costume entre a maioria: 24 para 25 de dezembro. Quem entendeu o nascimento de Jesus, entende que o mais importante disto tudo é o relacionamento com o próximo: seja ele um ateu que não acredita no natal, mas está ali na mesa do seu lado, entrando nas entranhas dos seres humanos naquela reunião. E quem é um cristão e entende que o nascimento de Jesus teve o propósito de religar relacionamentos: entre Deus e o homem; e entre o homem com seu o próximo... entendeu o verdadeiro sentido do natal. Desta forma, o Papai Noel e os presentes são usados como um meio para um fim maior: o seu filho, filha, cunhado, tio, tia, amigo, sogra e companhia. "Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo... o mundo". E aquele que se reconciliou com Deus, que dirá com seu próximo.  Caro leitor(a), tenha um feliz natal!  É o que eu desejo a você.
Ass: Gabriel Meiller 
(#Prosador)

Imagem em: 
<http://blogs.plos.org/obesitypanacea/2016/12/23/5-easy-ways-to-prevent-your-family-from-overeating-during-christmas-dinner/>
Acesso: Dez, 2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Os Efeitos da Repressão: Um Tiro no Próprio Pé



Os Efeitos da Repressão: Um Tiro no Próprio Pé

"-Um dos comportamentos mais  violentos  de antigestão e que mais esgotam o planeta emoção é a necessidade neurótica de mudar os  outros. Ninguém muda ninguém; temos o poder de piorar os outros, não  de mudá-los."" -Cuidado, senhoras e senhores, as técnicas que usamos para tentar mudar os outros geram janelas traumáticas que cristalizam  neles tudo que mais detestamos... "-Augusto Cury, "O Homem Mais Inteligente da História", Págs 39 e 40.  

    Neste fantástico livro do escritor, pensador e psiquiatra Augusto Cury, encontrei a base para minha explanação sobre a repressão como "um tiro no pé". Uso esta expressão justamente porque ela causa um efeito contrário ao indivíduo que quer mudar o outro. Além de causar estresse desnecessário o ato de querer mudar o outro, a nossa tentativa pode gerar o efeito contrário. E como isto ocorre cientificamente? Bem... Augusto Cury explica neste livro que tudo o que vivenciamos, nossa memória registra automaticamente, principalmente os acontecimentos negativos, como traumas e repressões de qualquer natureza. Este fenômeno de armazenamento, chama-se RAM (registro automático da memória). A Psicanálise traz o entendimento de que a repressão tem a tendência de provocar um fenômeno chamado introjeção. Onde o objeto reprimido, provavelmente um comportamento, gera sérias pulsões no indivíduo de realizar seus desejos reprimidos. Com isto, frequentemente ocorrem os extravasamentos, onde o indivíduo pode cometer excessos em sua atitude, antes reprimida. Resumindo de forma prática: se você proibir alguém, aí que ele faz mesmo... e ainda pior. E com isto, estou querendo chamar a atenção, também, aos pais autoritários e conservadores. Muitas vezes, por meio de dados de pesquisas e empiricamente, vejo que os "filhos rebeldes e vida loucas", são os de pais duros e autoritários. Talvez eles tivessem boas intenções ao educar seus filhos e tentando evitar que eles fossem indisciplinados e "imorais". Mas é justamente por isso, pelo zelo, que eles contribuem para que o filho faça totalmente o contrário de seus ideais... e dão um tiro no pé. Como diz o ditado: "O inferno está cheio de boas intenções". E ao mencionar os pais, não estou me referindo somente aos religiosos de todo tipo, mas também a qualquer um que tem responsabilidade sobre outro ser humano (ou nem isso), e que queira controlá-lo. Outro dia vi certa pessoa comentar sobre os índices de "desigrejados" evangélicos, contados pelo IBGE. Os dados mostram que ao longo dessa década o número tem saltado e estado crescente. E por experiência empírica, conversando com pessoas e observando o meio evangélico, vejo que grande parte deste meio (sempre há excessões e a minoria) tem uma necessidade muito grande de controlar seus membros. Seja apelando para a "autoridade espiritual" com "base bíblica" ainda, ou com estruturas próprias para isso... usando os próprios membros para controlarem outros membros, gerando uma coerção coletiva. Sem contar que muitas vezes isto ocorre de forma inconsciente, ou seja, grande parte dos líderes evangélicos nâo fazem estas coisas pensando: "vou usar esta base bíblica para mandar nesta pessoa...", não! Muitas vezes é algo imperceptível e disfarçado de "zelo e espiritualidade que o pastor deve ter de suas ovelhas". Mas acaba ocorrendo uma possessividade e relações de autoritarismo e coerção sobre os membros. Ainda mais se não derem o dízimo, pois é uma "cartela do baú da felicidade celestial". Sendo um "ato de fidelidade à Deus" o ato de ser dizimista. Como se Deus precisasse de dinheiro ou coisa do tipo. O princípio da oferta espontânea deveria ser o amor e sinceridade de querer ajudar o próximo, e não o que se tem ensinado com "convictas bases bíblicas" e chantagens emocionais e espirituais. Os que fazem isto conscientemente, são tão iguais quanto os políticos do planalto brasileiro e quanto boa parte dos políticos da bancada evangélica da política brasileira. E tudo isto que eu falei, constitui-se em um tipo de repressão, tanto velada como escancarada. Mas... apesar desta triste realidade, acredito que um pequeno número de evangélicos e um remanescente, cada vez mais crescente, de filhos de evangélicos, (e "desigrejados" também, que estão fora da estrutura convencial, de ser igreja institucional)  estão observando os cultos que frequentam com seus pais... e almejando serem diferentes. É claro, com novas falhas, como todos temos, mas com mais sobriedade e sinceridade no Evangelho. Sendo assim, grande parte do número crescente de desigrejados, ocorre graças a muitos repressores. Que também podem estimular os próprios reprimidos a serem novos repressores à sua forma.  Além disto, digo que o sentimento de controle é algo inerente a todo ser humano, em maior ou menor grau; por isso, como disse Abraham Lincoln: "... se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder".
#Prosador


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Imagem em:
<http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/censura-no-regime-militar/>
Acesso: Dez, 2017. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Jesus de Nazaré: A Teologia Encarnada


     
    "Percebem o que isso significa — todos esses pioneiros iluminando o caminho, todos esses veteranos nos encorajando? Significa que o melhor a fazer é continuar. Livres dos acessórios inúteis, comecem a correr — e nunca desistam! Nada de gordura espiritual extra, nada de pecados parasitas. Mantenham os olhos em Jesus, que começou e terminou a corrida de que participamos. Observem como ele fez. Porque ele jamais perdeu o alvo de vista — aquele fim jubiloso com Deus. Ele foi capaz de vencer tudo pelo caminho: a cruz, a vergonha, tudo mesmo. Agora, está lá, num lugar de honra, ao lado de Deus. Quando se sentirem cansados no caminho da fé, lembrem-se da história dele, da longa lista de hostilidade que ele enfrentou. Será como uma injeção de adrenalina na alma!"
Hebreus 12:1-3 - Biblia A Mensagem.

  Hebreus é um livro fascinante. O autor escreve a carta aos hebreus convertidos, provavelmente de Roma. O tempo todo ele faz um paralelo entre a Nova e a Velha Aliança, entre Jesus Cristo e a caducidade de rituais da lei. Pois estas pessoas, por causa da perseguição, estavam retrocedendo para "sombras", rituais sem sentido: seria como comer batata frita sem batata. Antes deste capítulo doze, ele usou os "heróis da fé" como um exemplo de pessoas que andaram com Deus e tiveram relacionamento com Ele. Embora estivessem em um tempo em que estavam debaixo da lei mosaica e da Velha Aliança, eles andavam por fé. A lei era um meio para alcançar alguém: Cristo. O fim da lei era Cristo; e seu propósito era o relacionamento destes "heróis da fé" com Ele. E ao iniciar o capítulo doze, o autor recomenda que nós, os da Nova Aliança, devemos seguir o exemplo dessas pessoas. Que mesmo estando na Velha Aliança e debaixo da lei, não a trataram como um fim em si mesmo, mas sim um meio que apontava para aquele que viria e seria ministro de uma Nova Aliança: Jesus Cristo. Com isto, quero dizer que estamos em vantagem sobre aqueles da Velha Aliança, pois como disse o autor:
"Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados" (Hebreus, 11: 39 e 40 -Nvi).  O autor, também diz para olharmos para Jesus como autor e consumador da fé, ou melhor: o que começou e terminou a corrida. A corrida é uma analogia à vida na fé, ou seja: relacionamento com Deus. Note que ele usou a palavra "Jesus" e não Cristo. Você pode perguntar: "E qual a diferença?" A diferença é o fato de que "Cristo" representa Deus glorificado, fora do corpo humano de Jesus. E Jesus é o Cristo encarnado, o Deus que desceu na terra e passou por todos os estágios de uma vida humana e vivenciou todos os detalhes de ser um ser humano. E por quê? Porque ele veio ser a referência. Pois a lei era incapaz de nos ensinar a viver a Palavra de Deus. As letras escritas em papéis eram inúteis sem o Exemplo Vivo; ou melhor: a Palavra Viva. É como ler um manual de como lutar Muay Thai sem nunca ter visto ninguém lutar. Por isso o autor disse antes: "Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus, e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados"
(Hebreus, 2:17 e 18 -Nvi). Quando passamos por problemas que nos deixam desanimados, humilhações sem merecer, insultos gratuitos e todo tipo de barreiras... devemos lembrar de Jesus como aquele que passou por tudo isso; seria como uma injeção de ânimo. Jesus é a solidariedade em pessoa em relação ao sofrimento. Às vezes, nossa tendência está em nos acomodarmos no relacionamento com Deus e com a existência, tendo nosso próximo como referência primária. E então abraçamos junto os pecados alheios e os maus hábitos: somos seres tendenciosos para as coisas negativas. Sabemos reparar muito mais em erros ao invés de acertos. Somos em nossa natureza, como a gravidade, ou seja, sempre há em nós uma força que nos puxa para baixo. As guerras e catástrofes no mundo sâo uma prova contundente disto. Uma bela definição de pecado é "errar o alvo". O alvo chamado Jesus Cristo. Os "pecados parasitas" muitas vezes são as nossas obsessões em continuar em algo que sabemos que irá nos prejudicar, nos alienar da realidade... e do alvo. Se o mero pecar já significa errar o alvo, continuar na obsessão deste pecado significa mirar no chão. E quem mira no chão, vive sem perspectivas, e às vezes... atira no próprio pé.
#Prosador

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Imagem em:
<https://mgvjovem.wordpress.com/2012/08/10/serie-jesus-em-bh/jesus_moderno/>
Acesso: Dez, 2017.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Liberdade: Uma Bendita Maldição!



Liberdade... dádiva ou maldição? Com ela escolhemos o que a vida nos apresenta. Mas a responsabilidade é somente nossa. Somos livres ou presos para escolher? Se a consequência for boa... somos livres; se for ruim, somos presos à "liberdade" de escolha. Liberdade porque nós escolhemos, e maldição e prisão porque a liberdade de certa forma virou uma tirania. Mesmo quando não quisemos escolher... a não escolha já virou uma escolha: a escolha de não escolher. Quando entendemos o peso esmagador da liberdade que nos aflige... ela se torna uma bendita maldição!
#Prosador

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Imagem em:
<http://www.redefonte.com/como-ficar-firme-na-liberdade-com-que-jesus-nos-libertou/>
Acesso: Dez, 2017.