sábado, 18 de novembro de 2017

A Falsa Espiritualidade



"Cuidado com os “cães”, cuidado com esses que praticam o mal, cuidado com a falsa circuncisão!"  (Filipenses, 3:2 -Nvi).

Certa vez, eu estava conversando com uma determinada pessoa. E a avisei que uma conhecida dela ligou para ela e a avisou que ela tinha se esquecido de passar na casa de sua conhecida. Em resposta, a pessoa que avisei, que tinha esquecido de passar na casa de sua conhecida, disse-me: "Eu esqueci; mas o mais importante é o meu Deus". Sim, ela tinha ido para uma reunião na igreja. E eu respondi: "Aí que você se engana. Se você ama a Deus, não esquece do seu próximo". Não falei aquilo  condenando ela por ter esquecido do compromisso com a sua conhecida; errar é humano. Mas usar a "espiritualidade" para não assumir o erro e se distanciar do próximo, tem sido a incongruência de quem se diz espiritual. Amar a Deus sobre todas as coisas e ser um cristão que segue Jesus, não se desvincula do amor ao próximo; pelo contrário: a espiritualidade se confirma no meu próximo. Jesus Cristo foi o exemplo vivo quando andava com as pessoas. Quanto mais Deus ele era, mais humano se fazia, e de fato se fez. A ponto de andar com todo tipo de pessoas: da mais alta elite, ou com os mais marginalizados para a sociedade de seu tempo. Mulheres, prostitutas, mulheres samaritanas, leprosos, pescadores e coletores de impostos. Foi isso que João disse a respeito de Jesus em seu livro: "Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade" (João, 1:14).
Sim, o Divino se auto-limitou para se fazer presente com nós, a humanidade. E a verdadeira espiritualidade e culto a Deus é o nosso semelhante; independente de religião, cor da pele, opção sexual, preferência alimentícia ou qualquer coisa do tipo. O Jesus que era o caminho, a verdade e a vida e também Filho de Deus, era também acusado de beberrão e de ser festeiro (rolezeiro); era alegre e andava com todos. Assim, a conversão ao Evangelho, significa conversão ao próximo. É não deixar de ir em churrascadas, festas, reuniões, exposições de Arte e todo o lugar geográfico onde haja seres humanos. Pois o culto é na vida, e a vida é um culto de relacionamento com Deus que nos aproxima do nosso próximo, seja quem for. Assim, o Reino de Deus é um pressuposto pelo qual eu vejo o mundo e ajo nele. O Reino não é lugarizável (não tem lugar geográfico), mas é no coração humano e um estilo de vida. Este é o Evangelho que eu creio. O que passar disto é obra da distorção da religião e regras de homens preocupados em manter gente em sua instituição, por bem ou por mal.

#Prosador 

Gostou? Curta a Pag: "Entre Prosas&Poemas" no Facebook, e veja outros textos.

Imagem disponível em:
<https://m.mixcloud.com/presbiterianadearuja/retirando-o-véu-da-espiritualidade-rev-andré-botelho/>
Acesso: Novembro, 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário