domingo, 15 de julho de 2018

"A Coragem De Ser Imperfeito" de Brené Brown



"Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente."

( Trecho do discurso " Cidadania em uma República" ou "Homem na Arena", proferido por Theodore Roosevelt, na Sorbonne.) 

Esse discurso é parte do Prólogo do Livro da autora René Brown, chamado "A Coragem de Ser Imperfeito", que foi o primeiro da lista do The New York Times, de algum ano. E esse livro tem me impactado muito, principalmente esse discurso de Roosevelt que traz um vislumbre do que a autora trabalha sob o conceito da vulnerabilidade e de admitirmos a nossa fraqueza e a imperfeição na vida; ainda mais numa sociedade ocidental que nos prega a "perfeição " e uma vida de sucesso. Todavia... ser homem ou mulher de verdade consiste em admitirmos que não somos super heróis (heroínas) e nem o que nossas máscaras e armaduras querem mostrar. E isso exige a coragem de nos tornarmos vulneráveis, pois admitir nossas fraquezas significa entrar em vulnerabilidade. Mas nos torna mais leves e humanos de verdade, livres da tirania da perfeição. Com isto não digo que não devemos nos esforçar para progredir, pois admitir fraquezas é o primeiro passo para o progresso; mas digo que uma vida de negação de defeitos e fracassos é inútil, pois fracassos, defeitos e vulnerabilidade, não se buscam... apenas se respiram, estando presentes sempre. Basta termos coragem de admitirmos e de encararmos nossos fantasmas... ou não.
#Prosador

Ps: Agradeço a Rosiene Formoso que me indicou e emprestou o livro gentilmente.

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