No princípio a Terra era sem forma e vazia... até que pela ação do tempo biológico e de bilhares de anos, a vida surgiu no mais profundo abismo: o abismo do oceano. É quase certo que não havia um ente que pairava sob a face das águas, tendo em vista que o famoso "haja luz" e "o Espírito de Deus pairava sob a face das águas..." é uma linguagem mitológica muito bem formulada na antiguidade sob a finalidade de explicar em uma linguagem infantil (pois a antiguidade é o jardim de infância da humanidade) a origem do mundo e da vida na Terra.
A mitologia hebraica, formidável em riqueza de detalhes visto que foi aculturada da tradição de diversos outros povos, a saber: egípcios e babilônios primordialmente... é um dos trunfos da linguagem mítica e simbólica.
Embora o mítico seja primordial para a base e a continuação da evolução do pensamento humano, voltemos para o ponto central da narrativa: a vida nasceu das profundezas do Oceano. E variando por inúmeros microorganismos que se refinaram e se desenvolveram de forma pluricelular... um descendente que saiu de um ramo de uma espécie ancestral aquática em comum, aquele que migrou da água para a Terra, deu início à jornada terrestre das espécies.
Das variadas espécies terrestres, entre os inúmeros mamíferos que percorriam o caminho sinuoso que levou até os primatas e ancestrais humanos... adveio o homo sapiens. Este é, como diria Carl Sagan (este cultivador do arquétipo apolíneo e da racionalidade platônica), a parte do universo que resolveu conhecer a si mesmo. O homem é o universo que se autoconhece!
"Vida inteligente? Prazer, sou o homo sapiens!" Demonstrou esta espécie tão contraditória e absurda; sim, somos inteligentes por inúmeros feitos incontáveis espalhados pela história. Entretanto, ainda permanecemos burros por cairmos nos encantos da ganância coletiva da espécie. Ora... se a evolução traumatizou o homo sapiens a sempre buscar o acúmulo como uma tentativa de se prevenir contra a escassez e o inesperado... esta foi a sua grande ironia.
Mas se a ganância e o fetiche pelo acúmulo desmedido possui fortes raízes na construção social da natureza do homo sapiens... então esta é a espécie mais digna de investigações que a história já sonhou. Afinal, os predadores que são o topo da cadeia alimentar estão exaurindo o planeta e as suas demais espécies através da ganância e deste instinto caprichoso.
Que mais dizer? a mãe -Terra que os gerou se incumbirá de vomitá-los como um ninho de ratos dispersado e esmagado pelo pneu de uma Picape 4x4 veloz. A natureza, ou melhor, o planeta Terra se autorecicla através de macroprocessos. E as impurezas são removidas e jogadas para longe; assim fará a fúria da mãe-Terra, quando vingar seus filhos irracionais e sua vida que foi devorada pelos animais fantásticos, aqueles mestres da finalidade arrastados pela ganância!
Naquele dia, revela a sagrada mãe-Terra, vocês colherão de forma fatal e irreparável as suas ações imperialistas. O dia do julgamento revelará o talhamento do animal fantástico e sua pior sina. As catástrofes serão o expurgo e os sinais do começo do fim.
-Gabriel Meiller
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