sábado, 14 de outubro de 2017

"Humani(vai)dade"



Como é bem humano sermos humanos.
Humanidade, sinônimo de erro; cheia de vaidade. Somos todos seres errantes e mega variantes. Deveras extravagantes, no ato de andar como gigantes, de modo assaz errante.

Sonhamos em ser romanos, ao menos um pouco menos humanos, mas dominantes e imperiosos. Somos escravos em nossa própria liberdade, livre arbítrio ou coisa do tipo.

Soberania divina? "Apenas a nossa!"
exclama nosso ego inflado.
Porém estupefato diante das fraquezas que nos dilaceram e  nos conduzem à sepultura e ao sheol dos dias atuais.

Com o passar do tempo e a razão estapafúrdia, martelando
em nossas mentes, clima gélido e pragmático... clama o grito
da razão: "Sou pó; nada mais, porém nada a menos!"
#Prosador

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Imagem retirada em:
<http://ricardobmello.com/blog/2016/11/curando-vaidade-neurotica.html>
Acesso em: Outubro, 2017.

Fé e razão; até que ponto?



  Caro leitor(a), estive refletindo agora pouco, no meio das minhas corriqueiras crises existenciais, e tenho analisado o mundo de hoje. Caso não saibam, faço História; tenho estudado sobre o Humanismo e suas contribuições para a contemporâneidade de hoje. O Humanismo, a grosso modo, surge com o Renascimento (séculos XIV ao XVIII), onde as culturas greco-romanas foram resgatadas pelo povo da Idade Média, os Burgueses mais especificamente. A questão é que o Humanismo foi uma reação à mentalidade que imperava sobre a "Idade das Trevas" em que reinava o Teocentrismo ("Deus" no centro de tudo; mas na verdade Deus não era o centro na prática, era somente a corrupção da igreja católica e seu proselitismo religioso e ditadura eclesiástica). Assim sendo, com a vinda do humanismo, a alienação do homem não era mais a religião que oprimia, mas agora as ciências e o conhecimento, ainda mais com a difusão do Iluminismo, pela Revolução Francesa. A ciência foi a luz que tirou as vítimas da igreja católica do monopólio epistemológico (do conhecimento) e foi de fato algo bom. Porém, hoje, vejo que como tudo em excesso faz mau, nossa tendência como homens do século XXI é pautar tudo na ciência, ou pseudociência, pois na verdade a ciência é manipulável pois é produzida pelo homem; e o homem é partidário e tendencioso em tudo o que faz. Criacionistas usam a ciência com o mesmo objetivo que os ateus usam, ela virou a linguagem universal. Hoje li um assunto num blog em que um certo bispo usou da "ciência" para dizer que a homossexualidade é genética e o indivíduo nasce assim; com isso ele ainda disse que temos que rever o que pregamos no púlpito por causa dessa descoberta. Então rasgarei trechos da minha Bíblia para depois seguir sua orientação? Nada disso. Esse é um bom exemplo de que o deus do homem pós-moderno é a ciência e que subjuga todas as coisas, ao invés de Cristo subjugar elas. Acontece que os autores que o bispo citou eram controvertidos e foram alertados por outros acadêmicos de terem falhado em suas pesquisas sobre esse "gêne gay"  e outros nomes complicados lá. Não estou aqui sendo a favor do preconceito, pois não tenho nada contra homoafetivos e tenho amigos que são assim, apenas discordo desse pretexto de usar a "ciência" pra invalidar a Bíblia, pois afinal tenho convicção de que verdadeira ciência sempre irá testificar a revelação de Deus. Lembrei de algo que Deus disse em Isaías e creio que ainda hoje nos grita:  "A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre eles; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Isaías, 40:7 e 8 -Nvi).

A grande questão é que a ciência sempre oscila até consolidar suas descobertas e visto que é uma produção humana... sempre será infinitamente pálida perto da revelação de Deus, que permanece para sempre. O grande desafio meu e de muitos outros que amam a ciência é não deixar que ela seja nossa mediadora entre Jesus e nós. Afinal, a vida pela fé transcende e muito a razão humana que é falível e mutável.
#Prosador


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Imagem disponível em:
<http://livroterrapapagalli.blogspot.com.br/2016/08/relacao-do-humanismo-na-obra-literaria.html?m=1>
Acesso:  Outubro, 2017.

" O Deus de todos os povos"


   Ultimamente tenho refletido na grandeza e na soberania de Deus e confesso que antes minha visão era que Ele era somente o Deus dos Hebreus no Antigo Testamento, afinal, a Bíblia conta a história pela narrativa deles. E essa dúvida ou inquietação ecoava em minha mente; até que comecei a ler trechos da Bíblia, mencionando personagens que não eram da linhagem de Abraão e que conheciam a Deus.
(Ver Gn 14:18,  Nm 22:9, Jó, Amós 9:7, Jn 3:5, Atos 17:23 ). E este trecho mais me chamou a atenção:  " Pois do oriente ao ocidente, grande é o meu nome entre as nações. Em toda parte incenso é queimado e ofertas puras são trazidas ao meu nome, porque grande é o meu nome entre as nações”, diz o Senhor dos Exércitos." (Malaquias, 1:11 - Nvi).
E diante de tudo isso, e de relatos históricos de Deus em várias outras antigas civilizações, através do livro "O Fator Melquisedeque" (disponível em PDF no Google), vejo o quanto Deus é livre para agir e ama a humanidade. E chego à seguinte conclusão, por meio de William Shakespeare: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia" (ou teologia nesse caso).
#Prosador

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Disponível em:
<https://www.pensador.com/frase/MjM3ODQ/>
 Acesso:  Outubro, 2017.

Batendo Continência

             


   

Muitas vezes Jesus falou acerca do Reino de Deus em sua época. Mas o que seria o Reino de Deus? Essa é uma pergunta primordial para se entender aonde nos enquadramos como cristãos... perdão, esqueça o "aonde", que não tem a ver com lugares geográficos (oh mania nossa de querer definir lugares e padrões, hein). Mas voltando ao assunto... entender o que é o Reino de Deus nos tranquiliza do ato que eu chamo de "bater continência". Mas o que seria isso? Bater continência é uma atitude  tendenciosa em nós, que ocorre quando não assimilamos que viver no Reino não tem a ver com lugares ou fazer coisas por fazer. O Reino não tem a ver com a frequência de cultos na semana ou a participação de ministérios da nossa igreja (embora isto seja importante, mas não defina o que é Reino de Deus). Então, nada melhor que o Mestre Divino encarnado, para nos explicar o que seria o Reino de Deus:

"Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês” (Lucas, 17:20 e 21 -Nvi).

   Ora, os peritos da religião e conhecedores da Torá, chamados fariseus, não entendiam o princípio do Reino de Deus. Verdade seja que nos dias deles a palavra "Reino de Deus" não eram um conceito consolidado se comparado a hoje; mas mesmo assim João Batista se esgoelava falando do "Reino de Deus". Hoje, porém, embora tenhamos dogmaticamente o conceito de "Reino de Deus", na nossa alma ainda somos lentos para assimilar e digeri-lo. Mas Jesus deixa explícito que o Reino de Deus não tem forma visível e nem se prende a estruturas ou cultos em quatro paredes.

E em minha trajetória de vida eu percebo que há pessoas que se prendem aos ministérios ou aos cultos de domingo como se fosse ali um "mini Reino" para um desencargo de consciência. Ou seja, o indivíduo de forma inconsciente exclama para si: "Já fiz minha parte ensinando as crianças" ou " já ministrei o louvor", "já cuidei dos jovens", ou "já coloquei minha roupa social e fui para o culto e de manhã para a escola dominical, então estou sendo produtivo no Reino do Senhor". Como se tivessemos quitar uma dívida com Deus ou fazer algo para Ele, como se Deus precisasse de favores ou da nossa barganha psicossomática diária.  E assim, de forma sutil e suave... batemos continência. Ps: não estou dizendo que essas coisas não sejam importantes, mas se fazemos isso para desencargo de consciência, por obrigação e não entendemos que o Reino de Deus está no coração e acompanha tudo o que fazemos, de forma eclesiástica ou não, não entendemos o Evangelho. A grande questão é que o ser humano por si mesmo é acomodado e tem medo do novo e de andar sem uma rota. Então ele cria de forma artificial uma diretriz, ou um "mini-reino" que na verdade não é o Reino.

Andar por fé é andar no dia a dia movido pelo que a rotina nos mostra em relação ao que fazer ou não, sem padronizações, sem artificialidade de caminhada cristã. O Reino de Deus se manifesta quando simplesmente ouvimos alguém que precisava da nossa humanidade. Dos nossos ouvidos emprestados, nem tanto de conselhos; mas de atenção ou de um abraço. Ou alguém que precisava de uma ajuda mínima: uma carona, um abraço, um lanche, um sorriso... e pequenas coisas que demonstram o Reino através do fato de sermos humanos no trato com o próximo. Não existe então, uma espiritualidade que nos isola do próximo ou que quer membros sentados no banco de igreja, isto existe em todas religiões. Jesus é o exemplo perfeito, que sendo Deus era humano com todos, e sendo humano com todos era Deus.

O Reino então... é tudo e é nada!  Nada para os rótulos, chavões ou lugares geográficos de culto; e tudo no sentido de que o que fazemos... fazemos movidos pela mentalidade de Cristo em nós; pois o culto é na vida e a vida é um culto pulsante de vinte e quatro horas por dia. Assim, largamos a continência de um dia específico ou momentos específicos e batemos continência com o pulsar incessante do nosso coração de carne.
#Prosador

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Imagem retirada em:
 <http://semcensor.blogspot.com.br/2014/03/?m=1>

Acesso: Outubro, 2017.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bem aventurados os... puros de coração.

Bem, hoje quero falar sobre algo em que muitos de nós, movidos pelo momento, desacreditamos. Quem já não se sentiu culpado por algo que fez e orou várias e várias vezes pedindo perdão a ponto de querer esmurrar a parede ? O fato é que somos fáceis em condenar e apontar o dedo para quem errou. Vemos mais os erros do que acertos, por isso temos facilidade em  nos condenar quando erramos. Mas a palavra de Deus é clara quanto ao nosso estado, quando estamos em Cristo Jesus: "Bem aventurados os puros de coração, pois verão a Deus." (Mateus 5:8- Nvi) .
A
primeira coisa que vinha a minha mente quando eu lia era: "Vish, estou tão longe  de ver a Deus, pois de puro não sou nada". E pureza significa: "Condição ou qualidade do que é puro, virtude do que não tem malícia, maldade e etc... Ausência de sujeira". Para o nosso delicado contexto significa: estarmos sem pecado. A pureza é sinônimo de santidade, porém, ninguém tem deveras sorte em dizer: "Nunca pequei, sou puro!" A bíblia é clara em nos afirmar que todos pecaram! (RM 3:23). Então que sentido teria Jesus dizer que os puros de coração verão a Deus???  Ah, que dúvida cruel!!!
Mas entendi que Jesus disse isto porque nós somos puros, não pelo que fizemos ou deixamos de fazer, mas somos vistos como puros de coração, através do sacrifício de Jesus naquela cruz, que nos justificou diante de Deus. Sim!!! Como diz um conhecido hino cristão: "Alvo mais que a neve, alvo mais que a neve... se neste sangue lavado.. mais alvo que a neve serei".  Mas então você deve estar pensando: "É verdade, mas quando eu piso na bola.. não é tão fácil assim acreditar". E eu lhe respondo: é verdade, sou perito nisso!!! Então, através da bíblia, tenho visto que esta é a nossa tendência:    
Certo dia, quando ele (Jesus) ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galileia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes.
Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus.
Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço e o baixaram em sua maca, através de uma abertura, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus.
Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse: "Homem, os seus pecados estão perdoados".
Os fariseus e os mestres da lei começaram a pensar: "Quem é esse que blasfema? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus? "
Jesus, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou: "Por que vocês estão pensando assim?
Que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se e ande’?
Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados" — disse ao paralítico — "eu lhe digo: levante-se, pegue a sua maca e vá para casa".
Imediatamente ele se levantou na frente deles, pegou a maca em que estivera deitado e foi para casa louvando a Deus.
Todos ficaram atônitos e glorificavam a Deus, e, cheios de temor, diziam: "Hoje vimos coisas extraordinárias! "(Lucas 5:17 ao 26- Nvi)


Você viu isso? Muitos de nós temos a forte tendência a não crermos que Deus pode e quer perdoar nossos pecados, Jesus mostrou que muitos de nós somos como Tomé; temos que ver para crer, porém o perdão de pecados não é visível como a cura, nem da para se sentir. Mas sabemos que a fé não se baseia em sentir ou ver, mas ela é: Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho.
Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível.
(Hebreus 11:1-3
 Nvi) e ainda: "Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele".
Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos.(
Hebreus 10:38,39- Nvi ). Creia, caro leitor, que devemos usar a palavra de Deus para combater a dúvida ou condenação. Devemos crer que Deus nos faz puros e nos perdoa quando nos arrependemos. Mesmo que não sintamos nada ou vejamos. Use versos que garantem o perdão de Deus: 1João 1:9, Salmos 51:17, Romanos 8:1 à 4, 31 à 34. 
Uma coisa que tenho aprendido é a olhar  para Jesus e parar de focar somente em meus pecados, pois só a intimidade com Ele, a santidade em pessoa, irá me fazer uma pessoa melhor. Muitos de nós olhamos para nós e fazemos uma lista de pecados a vencer e a abandonar, arrancamos os cabelos, mas perdemos todas ao irmos por nossa própria força. Se olhássemos mais para Ele e andássemos com Ele, seriamos pessoas melhores.  
              
 - Olhe para Jesus e para o seu amor, não somente para seus erros-

Jesus, maior que a religião.

Bem... ando refletindo muito sobre a pessoa de Jesus ultimamente. Os quatro evangelhos falam sobre Ele de diversas formas. Em Mateus 16:13, Jesus faz uma pergunta intrigante: "Quem os outros dizem que o Filho do homem é?"
Jesus costumava se referir a Ele em terceira pessoa. E Ele pergunta quem as pessoas de fora pensavam quem Ele era.
   Você, caro leitor(a), já parou pra pensar na forma como os não cristãos pensam sobre Jesus e quem Ele é? Pois é... muitas vezes não prestamos atenção nesses detalhes. Refleti que muitos pensam de diversas formas:
   Para os ateus, Jesus é somente uma invenção de pessoas que precisam de algo para se apoiarem, pois são fracas e precisam de algo "divino". Para os judeus ele foi somente alguém que blasfemou dizendo que seria Deus, sendo que Deus não é trino, mas Yavé somente,(segundo eles). Para os testemunhas de Jeová ele foi somente mais um profeta, não era o Filho de Deus. Para os católicos ele era sim o Filho de Deus, porém mais um na galeria dos santos, filho da "sagrada" virgem Maria. Para outros, Ele é um Deus acessível somente aos "santarrões evangélicos" e não a eles. Pois não é bom o bastante para ser filho de Deus.
     Bem.. como vimos esse tal de Jesus é bem polêmico não? Talvez sofra de dupla personalidade, sendo um grande bipolar. Será que nós cristãos estamos apresentando um falso Jesus ao mundo? Jesus faz uma pergunta mais importante ainda  em Mateus 16:15, " E vocês(discípulos de Jesus) quem vocês dizem que eu sou?" É uma pergunta de extrema importância. Quem, nós cristãos, achamos que Jesus é? Pois se falamos de Jesus para o mundo, devemos falar quem realmente Ele é. A verdade é que muitos veem a Jesus de forma distorcida ou negativa porque nós erramos ao mostrar a verdadeira essência de Cristo. Porque também o vemos de modo errado. Muitos veem Jesus como o "curandeiro ambulante", como se Ele só existisse para isso. Outros ainda, como o Jesus pronto a atacar pedras nos pecadores e a olhá-los feio lá do alto. Outros o veem somente como o gênio da lâmpada, pronto a conceder todos os nossos desejos. Talvez um financiador, nos enriquecendo em troca de favores. Há inúmeras visões possíveis, mas somente uma verdadeira!
   Afinal, quem é Jesus ???
Ele é aquele que, sendo Deus, veio em forma de homem. Bateu de frente contra o sistema fariseu e religioso. Curou leprosos, tirando os marginalizados da sociedade e colocando-os de volta a ela. Ele fazia alvoroço por onde passava, fazendo milagres de todos os tipos. Confrontava a cultura da época, colocando o Reino dos céus acima de todo ritual ou regras humanas. Morreu sendo inocente, sem exigir seus direitos e ressuscitou ao terceiro dia. Foi o próprio Deus encarnado, alguém que amava e comia no meio de publicanos e pecadores. O maior revolucionário de todos os tempos!!!
       Essa deve ser a razão pelo qual vivemos o evangelho, pela qual não fazemos certas coisas, não por seguirmos regras, mas a Jesus, e assim sermos semelhantes a Ele. Nenhum sistema, regras ou pessoas podem nos fazer viver de modo correto. Pois a religião escraviza, Jesus liberta! A religião impõem fardos, Jesus os tira. A religião  nos obriga a viver de modo impecável para sermos aceitos; Jesus nos aceita como somos e nos transforma em sua semelhança.  A graça é quem cria em nós desejo de mudança, mudança de dentro pra fora e espontaneamente. A religião porém, traz mudanças superficiais, regidas pelo esforço próprio, de fora pra  dentro e que não muda por muito tempo, fazendo de nós adversários de Deus.
 -Saia da religião, ande com o Deus encarnado-

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#Prosador 

Senso Religioso

Hoje falarei sobre algo que tem me feito pensar e refletir muitas vezes. Algo que todos temos em maior ou menor grau, mas que vive nos atrapalhando em sermos discípulos de Jesus e nos torna escravos da religião. Ora, pode um escravo, sendo comprado por seu dono(Jesus), ser escravo de outra coisa? Certamente que não. Nenhum servo possui dois senhores legítimos. Mas vejo que o ser humano, após a natureza decaída, tem desenvolvido um alto "senso religioso".
A  palavra senso significa: "Análise, discernimento ou critério". Então, caro leitor(a), você deduz que é uma análise ou critério de se ver a religião ou, mais exatamente, pela religião. Digo que a verdadeira religião (não encaixotada pelo conceito humano e que tem o sentido de ligar o homem à Deus, através de Jesus), a genuína religião, não se vincula a esse senso, mas a religião dos homens sim.  "Então ta", você diz. "Mas como funciona esse senso aí que você fala ???"
  Digo que ele está ligado ao fato de que nós, seres humanos decaídos, tentamos nos achegar a Deus por nosso próprio esforço e má compreensão das escrituras. Porque temos a tendência de nos engrandecermos e dizermos em pleno cume do orgulho: "Não sou tão ruim assim e não preciso de tanta ajuda, afinal tem pessoas piores do que eu". As manifestações do senso religioso estão presentes em rituais repetitivos e sem racionalidade e emoção. A religião escraviza as pessoas e impõem as mudanças de fora para dentro através de ordens complicadas de "não pode, não beba, não manuseie", veja: "Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras:
“Não manuseie!”, “Não prove!”, “Não toque!”? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne." (Colossenses 2: 20 à 23 - Nvi) O senso religioso promove desequilíbrio na caminhada cristã, pois ao tentarmos fazer as coisas do alto pelo nosso esforço sempre ficamos maniqueístas e desequilibrados. Tentamos, na melhor das intenções, zelar pela santidade na igreja e somos rígidos com o pecador; ou se tentamos amar as pessoas, somos coniventes com seus erros, mas não o ajudamos (pecador) exortando esse e nem odiando o pecado.
   Já vi igrejas que estipulavam regras de vestuário pesadas e que ao lidarem com um "pecador", serem inflexíveis, sem amor e condenativos, expulsando-os da igreja. Porém, a verdadeira compaixão nos move a exortarmos em amor as pessoas e constranger elas com a essência de Cristo. Só o poder do alto pode trazer equilíbrio e vida abundante na caminhada com Deus. O  verdadeiro Cristianismo é o contrário da religião, pois Jesus veio trazer vida através da graça e da fé(que atua pelo amor GL 5:6) .  Nossa vida com Deus é uma mudança gradativa e constante, mas que é verdadeira e transforma de dentro para fora; de uma vez por todas. Jesus nunca foi religioso, pois ao invés de julgar ou condenar, amava, exortava em amor, amava mais e com isso... constrangia o pecador!(Veja Lucas 19:1 ao 8) Zaqueu era publicano e cobrava muito mais do que o justo valor dos impostos. Era odiado por todos, sem caráter e boa reputação. Um político dos dias de hoje.  Mas ao vê-lo, Jesus não dá lições de moral e nem o condena, mas come em sua casa. Apenas essa atitude fez Zaqueu, "por si próprio", se arrepender!!! Eu quero aprender com Jesus e estender a mão ao pecador e ajudá-lo, ao invés de condená-lo. Jesus batia de frente com os religiosos por colocarem fardos pesados nas pessoas e serem hipócritas, não praticando o que exigiam dos outros.(leia Mateus 23).  O senso religioso só é silenciado quando compreendemos o quanto somos pobres em espírito, pecadores e fracos sem Jesus. (Mt 5:3, Rm 3:23 e João 15:5) Assim dependemos da graça e andamos ligados em Jesus. ( João 15:4 e 2Cor 12:9)
Não seguimos uma série de regras; seguimos uma pessoa: Jesus -


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