quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Parábola dos Filhos Perdidos (filho pródigo)


   
     

        A parábola do filho pródigo (gastador) é muito famosa e lida. Jesus a conta diante da crítica dos fariseus, que o criticavam de comer e andar com "pecadores". (Sim, eles não se enxergavam, rsrs). Então, em resposta a esta crítica, Jesus conta três parábolas: a da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo. E ao contar, diz que o filho mais novo pediu a herança do pai, enquanto ele estava vivo. Isto era grave para aquela sociedade, poderia soar como abandono e como se o filho desejasse a morte do pai. Era um tremendo insulto. O pai, representando Deus, concede a parte da herança; o filho então parte para uma terra longe do pai e leva uma vida perdulária, gastando tudo e irresponsavelmente. Mas... quem o filho mais novo representa? Além do pecador em geral, distante de Deus e hedonista em seus prazeres, ao meu ver ele representa os gentios da época. Ou seja, os que não eram judeus e não pertenciam ao povo de Israel que continham a revelação específica de Deus. Então, o filho mais novo cai em si, se arrepende, pois lembra que na casa do pai, o menor servo tinha o que comer e dignidade. Ele percebe em sua escassez, que devia ter valorizado o pai e a vida que tinha em sua casa. Então decide voltar como servo e ensaiar seu discurso, afim de receber misericórdia. Ao estar perto de casa, o pai o vê de longe, mostrando que ele estava atento à sua volta e o esperando. O pai não espera o filho cambaleante chegar, mas vai correndo ao seu encontro e o abraça. Para um pai judaico da época, esta era uma desonra. Já não bastasse ser insultado pelo filho que lhe pediu herança, ainda corre atrás dele, perdendo sua pompa. Mas o pai não liga para isso; não liga em ser humilhado para salvar seu filho (simbolizando Jesus crucificado, exposto à humilhação pública, ao meu ver). O filho que queria falar seu discurso foi ignorado e cortado, o pai nem o ouviu direto, mas chamou os servos para, depressa, pegarem a melhor roupa, anel e matarem um gordo novilho; desta forma o pai também era pródigo, pois não economizou no perdão, na graça e na misericórdia com o filho que não merecia.

Mas há agora o motivo pelo qual eu dei o título de "Parábola dos Filhos Perdidos". Ao saber que o irmão mais novo foi recompensado com uma festa ao chegar, o filho mais velho fecha o semblante e nem entra na casa. É necessário sabermos que o filho mais velho representa os judeus e os fariseus de Israel; os que estavam "perto" de Deus, por meio das promessas e revelação específica. "Perto", pois a Bíblia mostra durante todo o Velho Testamento um povo obstinado e longe de Deus, como em Oséias, Isaías, Ezequiel e etc. Então o pai, ao saber do filho mais velho, vai até ele e pergunta o que houve. Então o filho se queixa, dizendo:  "Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’" (Lucas, 15: 29 e 30 -Nvi). Vemos que o filho enxergava o pai como um carrasco e avarento; se via como um escravo do pai, praticamente. E então o pai responde a ele:  “Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’” (Lucas, 15: 31 e 32 -Nvi). Ou seja, o filho tinha uma visão errada do pai e estava longe dele, mesmo estando perto. Longe emocionalmente e espiritualmente; enquanto o irmão mais novo estava longe emocionalmente e fisicamente e espiritualmente, mas caiu em si e se lembrou do pai. Estando mais perto do pai àquela distância se comparado com o irmão maos velho que estava perto do pai geograficamente. O filho mais velho teve raiva da misericórdia do pai com seu irmão mais novo, pois achava injusta, afinal ele não se via como alguém que também recebia misericórdia do pai, então, por não se se sentir aceito, não aceitava seu irmão e não queria que o pai aceitasse.

      Assim, o filho mais velho deveria reconhecer a misericórdia do pai por meio do irmão distante e também conhecê-lo mais. Assim como o irmão mais novo deveria seguir o exemplo de seu irmão que estava perto do pai e não o abandonara (pelo menos fisicamente). Desta forma, Jesus advertiu os fariseus, os comparando ao filho mais velho; também mencionou  os "pecadores" e os gentios que ressaltavam a graça e misericórdia de Deus para com os judeus e com todos. Deus era conhecido mais ainda exercendo misericórdia com os "de longe", impactando os "de perto" e assim... salvando a muitos.
#Prosador
Gostou? Curta a Pag "Entre Prosas&Poemas" e leia outros textos.

Imagem retirada em:
<https://www.google.com.br/amp/s/m.vagalume.com.br/voz-da-verdade/filho-prodigo.html.amp>
Acesso em: Dez, 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário