Aprender a pensar é essencial; aprender a desaprender para aprender coisas novas... é imprescindível. Em reconstrução permanente!
terça-feira, 2 de outubro de 2018
"Afinal, a História serve para alguma coisa?"
Atenção: este texto contém spoilers
histórico-acadêmicos.
Estou terminando minha graduação em História e percebi a enorme utilidade dela em minha vida. Meu tema do Tcc (trabalho de conclusão de curso) irá discorrer acerca das intenções da elite abolicionista em Santos. Irei resumir e dar um "spoiler" do que irei falar na data da apresentação.
Santos era uma cidade conhecida como "Canaã Santista" porque costumava acolher e "sequestrar" (pelos caifazes) os escravos fugidos das fazendas de café de São Paulo. A década de 1880 era uma década de muitas revoltas de escravizados e resistência. Eles já sabiam, assim como todos, que era uma questão de tempo para o fim da escravidão. A elite santista montava uma fachada de humanitarismo ao acolher os escravizados e passava uma imagem de boa e legal, mas na verdade os abolicionistas exploravam os ex-escravos que chegavam em Santos almejando a liberdade. A elite criou um quilombo, chamado Jabaquara, localizado longe do centro da cidade (para impedir a mistura e convivência entre negros e brancos). Ali, os negros eram amontoados naquele quilombo sob a liderança de um negro (e ex-escravo) a favor da elite: Quintino de Lacerda. Os negros eram dependentes da elite, pois ela libertou o negro para ele trabalhar em troca de baixos salários. Como era uma cidade moderna e portuária (mas com grandes surtos de febre amarela), Santos precisava de trabalhadores para operarem funções ligadas ao seu porto. Os trabalhadores santistas livres costumavam fazer muitas greves e exigiam seus direitos, por isto o negro fugido das fazendas era a melhor opção de exploração, pois era acolhido e feito dependente desta elite.
O que esta história nos ensina? Que em primeiro: não existe humanitarismo gratuito e sem interesses, praticados por uma elite ou alguém(ou se existem, são casos isolados). Segundo: é atual esse discurso político em que um candidato diz ser a favor do povo, mas está pouco se f#$3n&@ (fodendo) para ele, e ainda o manipula com discursos de que as coisas vão melhorar se o elegerem, como foi o caso de Quintino de Lacerda, ex-escravo que foi colocado para "liderar" (ou seja, controlar e acalmar) os ânimos revolucionários dos ex-escravos. Os curiosos de plantão estão convidados para verem minha apresentação de Tcc no fim de novembro (chamem no privado) e caso queiram saber mais sobre o tema, podem me perguntar; só chamarem no privado .
Ass: Gabriel Meiller (facebook) (#prosador).
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