segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A boca e suas considerações psicanalíticas


A boca é um órgão (ou um conjunto deles) primordial  para o ser humano e para a teoria psicanalítica. Por meio dela as pessoas realizam atividades biológicas, psicológicas e sociais. "Fulano morreu pela boca." pode carregar inúmeras conotações. Figurativamente alguém pode morrer pela boca ao falar demais e ser eliminado por inimigos; literalmente alguém pode morrer pela boca ao comer algo envenenado, ou por fumar e beber demasiadamente. A boca é um meio de trocas, inclusive sexuais para os mais gulosos(as), hehehe. 


A forma de um recém nascido conhecer o mundo é pela boca e pelo prazer de experimentar as sensações do mundo por meio dela. Foi por meio desse prazer e dessa curiosidade que um dia peguei minha irmã, quando tinha  uns 2 ou 3 anos, colocando um piolho de cobra na boca. Na verdade eu vi a cena após ela ter cuspido o animal cheio de saliva e conclui que ela experimentou uma iguaria não muito gostosa. 


As regressões a estágios anteriores do desenvolvimento, como postulou Freud, principalmente aos estágios de prazer da fase oral, são tentativas dos adultos estressados em lidar com os problemas da vida. E por isso usam as zonas erógenas mais primitivas de prazer: boca, ânus, órgãos genitais masculino e feminino. A maioria dos vícios estão relacionados a essas estruturas: compulsão alimentar, alcoolismo, tabagismo (boca); compulsão sexual (boca, por meio do sexo oral para os que gostam de colocar "coisas sujas" na boca he he he); ânus (para os safadões e safadonas que gostam de agasalhar um kibe); e genitália masculina e feminina para os que gostam do que já sabemos muito bem do que se trata e que podemos chamar de "lepo-lepo" ou "bater bife".   Há ainda os fofoqueiros, que sentem prazer em falar, bem como os palestrantes que também amam usar  oratórias que encantem a plateia. 


Desta forma, seja como for, que cada um não se prive de seus vícios para que não caia em loucura, mas que os usem de forma menos letal e prejudicial possível, equilibrando o prazer/sublimação do estresse com os excessos dignos do homem pós-moderno.


-Gabriel Meiller

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